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Vacina Fracionada

Quem deve tomar? Como conseguir o certificado internacional? Quais países exigem a vacina? Por que esse corre aos postos?

Para combater o recente surto de febre amarela em algumas regiões do país, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante, que deve ser aplicada em municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, entre fevereiro e março.

Segundo informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a dose fracionada não vale para quem for viajar para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) – o documento é fornecido apenas para quem toma a dose-padrão da vacina, que é de 0,5 mililitros e imuniza para a vida toda. A dose fracionada contém 0,1 mililitros e dura 8 anos.

O que vem acontecendo nos últimos dias em São Paulo é um verdadeiro corre aos postos de saúde e também às clínicas particulares, que no caso já esgotaram seus estoques, segundo reportagem de Veja.

Na capital paulista, quem está com viagem marcada para um destino que exige a vacina precisa encarar uma longa espera para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), procedimento necessário para quem tomou a dose em uma clínica particular ou posto de saúde que não emite o documento na hora. Reunimos a seguir as principais dúvidas para quem está com uma viagem marcada.

Já tomei a vacina, mas não tenho o certificado internacional, como proceder?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a emissão do certificado apenas para quem comprovar ter viagem marcada para um país que exige o documento. Munido do cartão de vacinação fornecido pelo posto de saúde ou clínica particular, o viajante deve fazer um pré-cadastro online no site da Anvisa e comparecer a um dos postos autorizados do Brasil, levando também um documento de identidade e o comprovante da viagem. Em São Paulo, os postos da Anvisa nos aeroportos emitem o documento, mas segundo a VT apurou na quarta-feira (17), em Cumbica só havia data disponível para 16 de fevereiro às 8h20 e, em Congonhas, para 4 de abril às 10h50. A Unidade Básica de Saúde da Vila Prel, na zona sul da cidade, emite na hora o certificado para quem não tomou in loco a vacina, mas as filas são longas.

Tenho um certificado internacional já vencido e estou com viagem marcada para um país que exige o documento, o que fazer?

Não é necessário tomar a vacina novamente e quem tem um certificado vencido não precisa trocar ou renovar, diz a Anvisa. Até alguns anos atrás, a recomendação era de que a vacina fosse renovada de dez em dez anos, mas em 2014 a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou sua orientação depois de concluir que o reforço da dose não é necessário para manter a proteção contra a doença.

Quais serviços públicos em São Paulo aplicam a vacina e emitem o certificado na hora?

O Ambulatório dos Viajantes no Hospital das Clínicas emite 500 senhas por dia e elas têm acabado antes das 10h, segundo reportagem de Veja. No Hospital Emílio Ribas é preciso agendar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., mas só há datas para abril. Outra opção é procurar alguma Unidade Básica de Saúde na capital. Veja aqui a lista dos postos autorizados na Grande São Paulo.

Quais países exigem o certificado de vacinação internacional?

África do Sul, Afeganistão, Albania, Angola, Argélia, Antigua e Barbuda, Arábia Saudita, Austrália, Bahamas, Barém, Bangladesh, Barbados, Belize, Benim, Butão, Bolívia, Botswana, Bonaire, Brasil, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Cambodja, Camarões, Cazaquistão, Chade, China, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Coréia do Norte, Djibouti, Dominica, Egito, El Salvador, Eritreia, Etiópia, Filipinas, Fiji, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Ilha do Natal, Ilhas Pitcairn, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kiribati, Laos, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagascar, Mali, Malawi, Malásia, Maldivas, Malta, Martinica, Mauritânia, Maurícia, Mayotte, Montserrat, Moçambique, Myanmar, Namíbia, Nauru, Nepal, Níger, Nova Caledônia, Nigéria, Niue, Omã, Paquistão, Panamá, Paraguai, Polinésia Francesa, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Reunião, Ruanda, São Bartolomeu, São Cristóvão e Nevis, São Martinho, São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Samoa, Santa Helena, Santa Lúcia, Senegal, Serra Leoa, Seychelles, Singapura, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Suriname, Tailândia, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Tristão da Cunha, Trinidade e Tobago, Uganda, Venezuela, Vietnam, Wallis e Futuna, Zâmbia, Zimbabwe.

Fonte: OMS http://www.who.int/ith/2017-ith-annex1.pdf?ua=1&ua=1

Nunca tomei a vacina, como procedo?

A vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência da viagem e o não cumprimento do prazo pode impedir o embarque e a entrada nos países que exigem o documento. Caso o seu voo tenha conexão, o funcionário da imigração poderá pedir que você mostre o certificado. A Anvisa afirmou que sob hipótese alguma serão emitidos certificados internacionais para pessoas que apresentarem um comprovante com etiqueta referente à dose fracionada. Quem tomar a dose fracionada durante a campanha e posteriormente decidir viajar deve ser imunizado com a dose padrão, mas o intervalo entre as duas vacinas tem que ser de, no mínimo, 30 dias, segundo o Ministério da Saúde.

Fonte: Victória Martins | Viagem e Turismo

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